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DO JOGO POLÍTICO, DAS ESTRATÉGIAS E DO COMPORTAMENTO DAS TORCIDAS

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As regras de composição do 1º escalão do Executivo seguiram conforme as promessas de campanha. As regras do Legislativo não pertencem ao Executivo. Estamos em um momento crucial da História.

São três alternativas: (i) compor compromisso com quem proporcione o poder suficiente e se alie ao projeto de reformas; (ii) entregar as casas legislativas aos adversários e abandonar totalmente o projeto; (iii) fechar o Congresso e legislar por decreto.

É só o que tem para o jantar! Não há como interferir diretamente, sem perder! Defender a CF/88 também foi uma promessa de campanha. A independência dos Poderes da República deve ser respeitada. Então, o jogo político vai ter que ser jogado! É preciso avançar sobre as reformas. O compromisso político é uma possibilidade, quando não se estabelece o consenso. Ah, mas é o “toma lá, dá cá” da “velha política”!!! É claro que se deseja o ideal. Mas não é o idealismo e sim o realismo político que determina as regras do jogo democrático! Então, preparem-se para engolir sapos no jantar! O importante é que seja sempre o menor sapo, com maior ganho político! Para salvar o País, abraço até o Capeta! O importante é que o milagre aconteça! O Santo não me interessa!

Nenhuma ideia, expressa em discurso, tem a capacidade de se impor à realidade, e muito menos transformá-la, por mais que o discurso exalte o ideal. É somente a ação política que transforma a realidade! A delação premiada, por exemplo, é a negociação da justiça com um criminoso confesso! Seria isso hipocrisia, pragmatismo vulgar, ou estranheza? No momento inicial da partida, a pressão sobre o Executivo é descabida. A pressão da sociedade civil sobre o Legislativo é legítima, pois é lá que estão os verdadeiros adversários, integrantes da “velha política”, no que pese a renovação de grande parte dos quadros. Mas entre os adversários, no confronto direto, no campo do tabuleiro estratégico, a independência dos poderes deve ser respeitada, como times adversários que se respeitam e cumprem as regras do jogo.

É claro que o Executivo estaria interessado que seu partido conquistasse as casas legislativas. Todavia, a presidência (mínimo de 129 votos na Câmara) não conquista o número de votos para aprovar uma PEC e alterar a CF, de forma que as mudanças necessárias sejam implementadas (308 votos na Câmara e 49 no Senado). De nada adianta ganhar a presidência, mas não conseguir a fatia do poder necessária à implementação das reformas. Permanecem as alternativas elencadas acima. A pressão tem que ser sobre a bandidagem da “velha política”, que vai querer fazer de tudo (e está fazendo!) para sobreviver. O Congresso ainda está cheio de bandido. Ninguém nega isso! Então, o Executivo tem que saber negociar com o bagulho marginal! É como a força-tarefa da Lava-Jato faz, no caso do instrumento da delação premiada. Nada pode mudar a realidade: o que mudou foi o Executivo. O Legislativo, apesar da renovação, continua dominado pela “velha política”. Então, agora é jogo estratégico.

É bom que existam os narradores, analistas e torcida, mas são os jogadores que têm que jogar. O time do Executivo é bom. Brigar com o Executivo é brigar com o próprio time, que chegou na final do campeonato. E olha que o jogo só está começando! Tem que bater no time adversário! Será que dá para entender? Ou tem que desenhar? Se não quiserem bater no Legislativo, que fica felicíssimo e fortalecido quando o time adversário é vaiado pela própria torcida, o Brasil e as futuras gerações agradecem a cooperação em, simplesmente, deixarem o jogo correr!

  • Fernando Amaro
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Takamoto
Takamoto
Fotojornalista, artista marcial, ex-militar, perito criminal.
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