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    Valdemar e Anderson Torres rompem silêncio e prestam depoimento à Polícia Federal

    O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres não aderiram ao silêncio que prevaleceu nesta quinta-feira, 22, durante os depoimentos do inquérito que investigam suposta tentativa de golpe de Estado, e decidiram responder aos questionamentos da Polícia Federal (PF). A corporação intimou 23 pessoas para serem ouvidas simultaneamente na investigação. Os depoimentos foram marcados no mesmo dia e horário para prevenir a combinação de versões. A investigação se debruça sobre a suposta trama de um golpe de Estado que teria sido articulada por aliados próximos do ex-presidente para anular o resultado da eleição e mantê-lo no poder.

    O advogado Marcelo Bessa, que representa Valdemar, informou que ele respondeu todas as perguntas dos investigadores. “A defesa não fará qualquer comentário sobre as investigações”, disse em nota. Anderson Torres, por sua vez, também busca demonstrar um postura colaborativa e o advogado Eumar Novacki confirmou que ele não ficou em silêncio. “Reafirma, assim, sua disposição para cooperar com as investigações e esclarecer toda e qualquer dúvida que houver, pois é o maior interessado na apuração isenta dos fatos.”

    Como o site da Jovem Pan mostrou, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-ministros do governo anterior, como general Walter Braga Netto e general Augusto Heleno, permaneceu em silêncio durante depoimento na sede da Polícia Federal, em Brasília. Eles são alvos da Operação Tempus Veritatis sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Após ficarem mais de uma hora no prédio, eles saíram por volta das 15h15 em um comparecimento à PF marcado pelo silêncio.

    A defesa do ex-presidente entrou com três recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a sua liberação para que ele não precisasse comparecer ao depoimento, sob a justificativa de não ter tido acesso a parte do material apreendido e que, por isso, faria o uso do silêncio. Os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes.

    *Com informações de Estadão Conteúdo

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